ENFEITES DE PÁGINA

sábado, 26 de maio de 2012

CAMINHOS...




Encontrar-se o caminho
perdido de um poema,
é como a flor com espinho
no jardim de açucena...



No desencontro dos versos
é onde eu mais me acho.
Em seus rumos controversos,
como as águas de um riacho.



Navego contra a corrente
enquanto forças, tiver.
A poesia, somente,
me leva onde eu quiser.



Eu levarei desta vida,
as lembranças que guardei.
Mas a minh’alma ferida,
na terra eu deixarei.


(Milla Pereira)


Amigos!
Retornando, aos poucos,
ainda em fisioterapia acirrada
e com dores pelo corpo.
Obrigada a todos
pelo apoio e presença por aqui.
Muita saudade de todos!
Beijo imenso de carinho
(Milla)


domingo, 22 de abril de 2012

PSIU!!!




PSIU!

Sirva-me um trago
deixa que eu te beba...
Não diga nada!


(Milla Pereira)



AMIGOS QUERIDOS!

Ainda de repouso absoluto,
por conta da queda que sofri,
passando para matar saudades,
neste Domingo sem sol.
Obrigada pelo carinho de sempre.
Beijos

(Milla)



terça-feira, 10 de abril de 2012

VINGANÇA!



 



Enquanto o poeta ousa e escreve
sonetos de fazer arrepiar...
A gente vê que é hora de sonhar
pois os sonhos negar, ninguém  se atreve...


O poeta encena um passeio breve
através dos mistérios de amar...
E quase em desvario, então, descreve
A loucura do beijo – se entregar!


E não bastasse o arrependimento,
a chama da paixão - vem o tormento
de não conseguir mais se segurar...


De não tornar eterno esse momento
E sucumbir ao torpe pensamento
De alguém que só queria se vingar!

  

(Milla Pereira)

Amigos!
Minha ausência desta blogosfera
deve-se ao fato de ter sofrido
uma queda no piso molhado
de minha cozinha e não poder
me movimentar muito.
Breve estarei em forma novamente
e de retorno às leituras
que adoro.
Beijos

(Milla)





Inspirado no Soneto
MALDOSA
do poeta Recantista e Blogueiro
Gonçalves Reis
http://www.recantodasletras.com.br/sonetos/3575299

terça-feira, 3 de abril de 2012

SER POETA...





    
Ser poeta...
É declinar dos sonhos
e fazer dos pesadelos a sua guarida


Ser poeta...
É falar da mentira como se fosse verdade
E de verdades - como se mentiras fossem.

Ser poeta...
É trazer o céu até onde seu coração repousa
e sua alma adormece...
É despertar sonhando e escrever sentindo!

Ser poeta...
É falar de amor como se amasse a todos,
todos os dias, todos os segundos de sua vida.

Ser poeta...
É viver, a cada dia, uma emoção diferente.
É chorar e sorrir das dores...

Ser poeta...
É despertar na madrugada,
fazer feliz a sua amada,
p'ra novos versos compor!


Ser poeta...
É experimentar todos os sentimentos.
É viver, em um só tempo, todos os momentos.
É vivenciar o apogeu de todos os amores!


(Milla Pereira)




Um dia de muito amor e poesia
a todos!



Registrando as deliciosas participações de:



Yasmine Lemos disse...

Ser poeta é sofrer e amar o tempo inteiro da vida...



Célia Rangel disse...

"SER POETA"... é doar-se sem nada esperar em troca!

Bj. Célia.






"Estilo é plagiar a si mesmo!"
(Alfred Hitchcock)

sábado, 31 de março de 2012

PORQUE FALO DE TRISTEZA...






Madrugada alta, vento soprando, chuva caindo. Trovões, relâmpagos e tudo o que  amedronta. Sempre tive medo de temporais. Hoje eu curto o barulho da chuva caindo na sacada, a magia da tempestade, a inspiração que brota mansa, natural, até mesmo em decorrência desses fenômenos constantes da natureza..



De repente a alma do poeta se manifesta, os pensamentos se transformam em melancolia e a tristeza toma forma de versos, crônicas, contos, prosa e muito mais! Quem ainda não experimentou, por mínimo tempo (que não dá para contabilizar em dados concretos), um instante de melancolia? Quem ainda não provou o gosto acre da tristeza, nem que por alguns segundos e retirou desses momentos o cerne de sua poesia?



Quem não se lamentou, não se odiou, não mutilou sua alma, que atire a primeira pedra! Falar de melancolia, desenhar versos de tristeza, é falar da vida! Porque a vida é isso. Ninguém é completamente feliz; não há indivíduo no mundo que aparente alegria vinte e quatro horas por dia, trinta dias em um mês, o ano todo, toda uma vida!



Escrever sobre o lado bom da vida é muito mais fácil e gratificante do que falar da verdade de todos. Somos felizes e infelizes; alegres e tristes; vitoriosos e fracassados. E, quando o escritor, o poeta aborda, com freqüência, esse tema, isto não significa, necessariamente, que ele seja tudo isso.



Falo sobre a magia da vida, sobre a beleza da natureza, sobre solidão, desilusão, amores e paixões (bem sucedidas, ou não). Também escrevo sobre o perfume das flores, sobre o canto mavioso dos pássaros, na árvore da praça em meu bairro. Gosto de descrever a beleza e magnitude da cidade onde vivo e sobre o sol que clareia a minha janela, ou a lua que inunda minha sacada, nas noites de meditação silenciosa.



Meus contos, crônicas, podem apresentar, por vezes, uma face exageradamente melancólica, isto é fato. Os sonetos que escrevo, seguem a linha de paixão, desilusão e cicatrizes de sofrimentos (tão comuns aos mais clássicos sonetos de todos os tempos), e, não raras vezes, eu também sei falar de amor, empreender um toque de sutileza a minha poesia que nasce de uma alma inquieta, de um coração ansioso que ama, sofre, ganha, perde, mas é feliz.



Que ninguém se deixe levar pelas palavras melancólicas, tristes, depressivas, talvez, com que assino meus escritos... É apenas o palco onde o poeta sente-se à vontade para representar, em palavras, o que lhe vai na alma. E assim, escrever sobre tudo que o rodeia. Simples assim!





(Milla Pereira)

LER É TUDO DE BOM!

LER É TUDO DE BOM!

LEITURAS RECOMENDADAS

  • A escolha de Sofia
  • Antes que eu vá (Lauren Oliver)
  • Contos Crônicos (1 e 2) (Nena Medeiros)
  • De Poemas e Sonetos (Milla Pereira)
  • De tudo um pouco (Mario R. Guimarães)
  • Ensaio Poético (Angela Maria Gurgel)
  • Mulheres de aço e de flores (Fabio de Melo)
  • Rascunhos (Yasmine Lemos)
  • Tarja Branca (Rosa Pena)
  • Três alqueires e uma vaca (Gustavo Corção)

NO ESCURINHO DO CINEMA

  • Amor além da vida
  • Caso 39
  • Encontro Marcado
  • Minha vida em outra vida
  • O Cisne Negro
  • O Sexto Sentido
  • Sem Limites
  • Sempre ao seu lado

POSTAGENS POPULARES

ESCREVER É...


Escrever é, para mim,
fuga da realidade
onde vejo, de verdade,
dos pesadelos, o fim!

O ato de escrever
é para mim a magia
envolta na poesia
que traz à vida, o saber.

Eu gosto de liberar
à solta, o pensamento
como se fosse o vento
a doce brisa do ar.

Que não haja tempestade
nem a força do vulcão
que mate o meu verso, então,
a minha eterna verdade!